O mundo mudando e nem todos na janela

O evento SXSW, que acontece em Austin/TX, sempre traz e discute as mais disruptivas inovações no setor de tecnologia e web. E como de costume, profissionais de TI, comunicação, branding e antenados do mundo todo afluem em busca de perspectivas para um mundo e um mercado que mudam a taxas de progressão geométrica.

Neste ano, temas como Realidade Virtual e Aumentada, Inteligência Artificial ou das Máquinas, Neurociência, Igualdade de gêneros, Internet das Coisas ou Devices Conectados, entre muitos outros, foram apresentados por painelistas e experts, avaliados e discutidos com uma audiência multiforme e ávida por informação. É um evento tão rico e impactante para a indústria criativa e tecnológica que seus conteúdos e debates nunca se encerram ali.

Por isso, a BRA foi uma das patrocinadoras do evento F5 da ABRADI-RS em Porto Alegre, apresentando por Luciana Bazanella, que trouxe as principais questões para realidade do nosso mercado formatadas para quem não pode estar presente no SXSW. E o lado bom disso é que tivemos acesso a uma quantidade de assuntos muito maior do que quem esteve lá ao vivo, já que é difícil dar conta de tudo no formato de trilhas simultâneas, onde você escolhe umas e perde muitas outras.

Após absorver todo esse conteúdo, elencamos os principais questionamentos que nos levam a um grande desafio. Vamos a eles:

Como falar com um mercado onde só um storytelling não é mais suficiente e que busca pela autenticidade no discurso das marcas?

Como interagir com uma nova sociedade que repudia o consumismo, que muda radicalmente o foco do individual para o coletivo, fazendo com que marcas encontrem um engajamento maior quando pensam mais em cidadãos e menos em consumidores?

Como falar com uma geração que troca o carro por Uber, a hospedagem por Airbnb e faz do capital monetário algo menos representativo do que o capital social, ou seja, onde as experiências vividas e compartilhadas nas redes sociais se tornam mais relevantes para o reconhecimento social do que a posse de bens materiais?

Como age o profissional de comunicação que vivencia hoje um modelo de comunicação de massa em declínio, gigantes da tecnologia definindo o rumo da mídia e, em contrapartida, o surgimento de micro-influenciadores como parte importante de uma estratégia?

Como reaprender o design de UX (user experience), quando a AI (inteligência artificial) está proporcionando a interação com a tecnologia por comandos de voz, o que permitirá até 2030 que 30% das buscas na web sejam feitas sem o uso de telas? Ou seja, toda uma cultura de navegação por telas será permeada pelo uso da internet sem telas, o que vai impactar diretamente o Branded Content como conhecemos hoje.

E qual é o grande desafio, na nossa perspectiva terceiro mundista? Afinal, quem vive neste lado do hemisfério convive com a consciência deste novo mercado e das novas tecnologias que com ele interagem e, contrastando, com gestores de marca onde a cartilha de soluções do século XX ainda é o plano de voo.

Vender produtos é tão necessário hoje como era no século passado, mas as estratégias para obter estas vendas mudaram muito. Porque o público consumidor mudou muito também. As respostas das ações promocionais já não são tão instantâneas como costumavam ser, o que mostra que o apesar do problema ser o mesmo, a solução já não é mais.

E como argumentar e orientar estes gestores? Como fazê-los experimentar novas fórmulas para novos problemas? Como proceder para que a rotina advinda do status quo não vá fechando o horizonte destas novas perspectivas?

Com certeza, aqui na BRA a resposta é manter a cabeça aberta e valorizar as oportunidades e os clientes que se permitam vivencia-las. E, assim, obter resultados fora da curva para a agência e, principalmente, para todos os negócios.

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