Marketing digital e pós-digital. Qual a diferença?

Primeiramente, olhemos o termo pós-digital.

Parece fácil de entender. As duas palavras juntas traduzem imediatamente o que se está falando: o marketing após a revolução digital. Simples, não fosse a dificuldade de conceituar o que vem após a revolução digital. E por falar nisto, quem disse que ela acabou?

Na realidade, esta ideia começou a ser trabalhada por nós, na medida em que se discutia a percepção de que dividir o on do off não fazia mais muito sentido.

Não fossem as diferentes culturas nas quais se desenvolveram as agências off line e as on line, o pós-digital já seria uma realidade tão clara que tornaria este post obsoleto.

Mas diferenças culturais e processuais tão profundas têm colocado barreiras poderosas a tal integração. E isto sem citar as disputas por pertinência e verbas.

Já experimentamos aqui na agência situações em que para comunicar um determinado produto para determinada audiência, a um prazo determinado, a melhor alternativa seria o velho comercial de 30”, num flight dentro do prazo e com ampla cobertura regional.

E finalmente, até mesmo pelo aspecto custo, pois para preparar a ação via influencers mais uma intervenção urbana, o valor ficava bem mais alto.
Ali estava a mal falada publicidade intrusiva, mostrando que seria a alternativa mais lógica para resolver aquele problema.

Isto não deveria surpreender ninguém, pois temos visto ou convivido com excelentes comerciais de marcas de expressão, ao lado de excelentes ações “digitais” destas mesmas marcas.

O problema é que o novo atrai de tal forma, traz tal audiência e atenção, que vale muito mais a pena falar dele. Parecendo que todas as soluções convergem para lá. Não é verdade.

E justamente uma agência que se subscreve Marketing Digital falando isto? Como assim?

Pois é, um dia olhamos com olhos de consumidor e vimos que a mensagem pode nos atingir de diferentes maneiras e todas aquelas que forem criativas, atraentes e relevantes, passam seguramente pelo filtro da atenção.

E que o desafio estava mesmo ao ler o briefing e perceber se era o caso de uma ação tradicional, digital ou híbrida.

Mas para fazer esta escolha, e para nós isto é o pós-digital, a agencia tem de ter todas as competências dentro de casa.

Porque, de novo, caso contrário, a diferença cultural será uma barreira.
E quem vai ter de ficar gerenciando estas diferenças será o cliente, cujo marketing deveria estar se ocupando de outras tarefas mais produtivas.

Então, resumindo, ser pós-digital é ter na mesma equipe, pessoal de direção de arte convivendo com web designers, planners com experiência nos mundos on e off, redatores de conteúdo e de publicidade sentados na mesma sala e um pessoal de tecnologia capaz de discutir plataformas digitais, e-commerce incluído.

Isto sim é uma visão 360o. Capaz de olhar todos os ângulos.

Fora disto são duas visões de 180º trocando informações. O que não será nunca a mesma coisa.

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